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Associações lançam petição pública para acabar com a venda de animais on line em Portugal

  • Postado em: 1 March 2016
  • Por: webmaster

A notícia em Portugal - repercutida pela ANDA - sobre a venda de animais “on line” é bastante oportuna pois, aqui em nosso País, a preocupação com o bem-estar dos animais aumenta a cada dia e a sociedade está cada vez mais consciente não só da necessidade de se respeitar o direito dos animais como o de preservar o bem-estar e a saúde deles, considerando que várias doenças podem ser transmitidas entre os animais e o homem (zoonoses).

Consciente desse processo de transformação social o sistema Conselho Federal /Conselhos Regionais de Medicina Veterinária tem orientado os cursos de Veterinária a inserirem conteúdos que tratam do tema Bem Estar e tem estabelecido normas que regem o comércio de animais como a Resolução CFMV nº 1069/2015,  que trata da Responsabilidade Técnica em estabelecimentos comerciais de exposição, manutenção, higiene estética e venda ou doação de animais,  com o objetivo de estabelecer princípios garantidores da segurança, saúde e bem estar dos animais nesses estabelecimentos.

Mas e no comércio “on line” ?? Quem é o RESPONSÁVEL TÉCNICO?  Quem está garantindo à sociedade que estão sendo obedecidos os princípios estabelecidos por normas, resoluções e leis que buscam garantir a saúde da população humana e a saúde e o bem-estar dos animais? Os programas de imunização dos animais domésticos comercializados “on line” estão de acordo com o preconizado para a espécie? Existem certificados de saúde emitidos por médicos veterinários?

E na venda de animais silvestres e exóticos? Existe controle para definir se esses animais provêm de criadores credenciados ou se são fruto de comércio ilegal ou tráfico? As condições de saúde e riscos de zoonoses já foram verificadas?

Caminhamos bastante. Mas o caminho é longo e muito há para ser feito.

Eis o texto repercutido no Brasil pela Agência de Notícias de Direito do Animais –ANDA 

http://www.anda.jor.br/20/01/2016/associacoes-lancam-peticao-publica-aca...

TRATADOS COMO OBJETO
Associações lançam petição pública para acabar com a venda de animais online

A Garra e a Amover, duas associações de apoio animal sem fins lucrativos, lançaram uma petição pública para acabar com a comercialização de animais em plataformas de classificados online. Para além de exigirem a criação de uma lei que termine com a venda ilegal de animais na internet, as associações pretendem que seja impedido o comércio “sem as devidas condições” e “a sua promoção como objeto de troca”.

Nas plataformas de classificados online, como o OLX ou o Custo Justo, são vários os anúncios que promovem a venda de animais domésticos ou exóticos. O preço é geralmente inferior ao praticado pelas lojas de animais e criadores certificados e, em muitos casos, os animais, geralmente de raça, são oferecidos em troca de objetos que tenham interesse para o vendedor, como bilhetes para concertos, computadores ou até armas.
“Estas plataformas permitem a venda de animais exóticos” por “criadores não registrados pelas autoridades competentes”, referiram A Garra e a Amover em comunicado. “A venda de animais por parte destes criadores não credenciados leva não só a um aumento do tráfico de animais exóticos, mas também ao de espécies da nossa fauna. Não havendo nenhum controlo, é impossível saber-se se os animais vendidos provêm de um criador ou se são retirados da natureza.”

Mafalda Campos, da Amover, garante que é possível encontrar todo o tipo de animais exóticos à venda no OLX ou no Custo Justo, desde cobras a macacos. “Existe um vendedor que envia tarântulas por correio. Isso é um perigo”, disse ao Observador.

No que diz respeito ao comércio de animais domésticos, como cães e gatos, as duas associações consideram que a maioria dos criadores são acumuladores de animais, “pessoas que fazem criação em condições miseráveis, sem higiene nem preocupações pelo bem-estar dos animais”. “Estes animais raramente são desparasitados, tornando-se num foco de doenças.” Para além disso, a acumulação de animais faz com que, muitas vezes, os animais sofram de problemas ao nível do comportamento. Tornam-se agressivos e podem mesmo chegar a automutilar-se.

“Existem ainda animais que são trocados por itens, como smartphones e outros gadgets, como se de objetos se tratassem. Esta é uma imagem degradante da nossa sociedade, que deve estar mais envolvida e preocupada com o bem-estar animal”, refere ainda o comunicado emitido pelas associações.

A petição, lançada no início deste mês, é dirigida ao Presidente da Assembleia da República, ao diretor-geral da Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) e ao Presidente do conselho diretivo do Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas (ICNF). Conta já com 2.165 assinaturas.

*Esta notícia foi escrita, originalmente, em português europeu e foi mantida em seus padrões linguísticos e ortográficos, em respeito a nossos leitores.
Fonte: Observador de autoria de Rita Cipriano

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