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Projeto da UFF opera cães de focinho curto com preço até 80% menor

  • Postado em: 1 October 2016
  • Por: webmaster

Projeto da Faculdade de veterinária da UFF sobre cirurgias em cães com focinho curto, a preço reduzidos, foi objeto de notícia do site G1-Globo, no dia 27de janeiro de 2016. Na verdade, a matéria trata da síndrome braquiocefálica, também denominada síndrome das vias aéreas braquiocefálicas e síndrome de obstrução das vias aéreas braquiocefálicas.

Uma síndrome se caracteriza por um conjunto de sinais e sintomas que definem uma determinada patologia ou condição. Nesse caso, a síndrome Braquiocefálica se caracteriza por apresentar uma ou mais anormalidades anatômicas congênitas das vias aéreas superiores que incluem, principalmente, estenose dos orifícios nasais, prolongamento do palato mole e hipoplasia traqueal. Dentre estas a estenose das narinas é a malformação anatômica mais comum nos animais afetados o que provoca, entre outros sintomas, sono inquieto, respiração ruidosa, intolerância a exercícios, engasgos e espirros. 

O modelo de herança da síndrome braquiocefálica não segue a um padrão Mendeliano e sim ao padrão multifatorial, o que significa dizer que essa anomalia congênita é produto de interações entre fatores genéticos e de ambiente. No modelo multifatorial os animais afetados podem apresentar um fenótipo muito variável indo de animais quase normais a muito afetados. Em cães, as raças selecionadas geneticamente com essas com essas características anatômicas e, portanto, mais afetadas pela síndrome são: Buldog Inglês, Boston Terriers, Pequinês, Pug, Shih Tzus, Boxer, Lhasa Apso e Mastif.
Eis a notícia na íntegra.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2016/01/projeto-da-uff-opera-...
27/01/2016 11h22 - Atualizado em 27/01/2016 11h22

Projeto da UFF opera cães de focinho curto com preço até 80% menor

Cirurgia sai por R$ 500, bem abaixo do cobrado em clínicas particulares.
Projeto Narizinho foi criado para reduzir número de mortes de cachorros.

Nicolás SatrianoDo G1 Rio

Oto com pontos no focinho e nada feliz com colar elizabetano (Foto: Arquivo pessoal)

Fica difícil ignorar tanta fofura quando se trata de algumas raças de cães de focinho curto como pug, shih-tzu, boxer, bulldog frânces ou inglês, entre outras. Com razão, algumas delas viraram xodós dos fluminenses. Mas, uma das característica mais marcantes, o "nariz" pequeno traz problemas aos peludos. Muitos sofrem com a chamada Síndrome Braquiocefálica; alterações na anatomia dos bichos que acabam dificultando a respiração.

A saída é a mesa de cirurgia. O Projeto Narizinho, da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, Região Metropolitana do Rio, faz a operação com valor até 80% abaixo do que é feito em clínicas particulares.
"O preço é quase simbólico. Não cobramos a cirurgia, e sim o exames. O propretário entra em contato com a gente e agendamos uma consulta. O procedimento se chama rinoplastia, e consiste na abertura da narina dos cães. A operação sai em torno de R$ 500", conta um dos coordenadores do projeto, o veterinário Aguinaldo Mendes Júnior, de 25 anos. De acordo com ele, em outros lugares, como clínicas particulares, o preço da operação chega a R$ 2 mil, ou R$ 2,5 mil.

Desde que teve início, há quatro anos, aproximadamente 50 cachorros já passaram pela intervenção cirúrgica no hospital veterinário da universidade e mudaram de vida. É o caso de Oto, um bulldog francês de um ano operado há um mês. Atualmente, para desespero do dona e empresária Lilian dos Santos, 51, o recém-operado Oto virou o "terror" da casa.

"Estou quase pedindo para que ele volte a ser o que era antes! Está impossível! E olha que ele tirou os pontos neste domingo (24). A personalidade dele mudou totalmente. Ele costumava andar pouco e parava sempre. Tinha até que ficar no colo para subir escada. E na hora de dormir roncava muito, parecia um dragão! Eu ficava assustada porque parecia que ele parava de respirar", conta Lilian.

Mas ela está feliz com a nova hiperatividade do bichinho de estimação. Como ela diz, o amor por Oto foi à primeira vista. Lilian saiu de casa à noite para ir à farmácia e, ao lado, tinha um petshop, onde comprou o cão. "Saí de casa para comprar remédio e me apaixonei", revela. Além da letargia e roncos na hora de dormir, os problemas da síndrome em Oto faziam com que ele engasgasse na hora de comer e beber.

Lilian achava que a qualquer momento Oto poderia morrer. E alguns cães, de fato, morrem. Segundo a idealizadora do Projeto Narizinho e professora da UFF, Ana Soares, um dos motivos para a iniciativa  foi o aumento do número de casos de cães que morreram no Rio devido à síndrome.

"Queríamos chamar atenção para número de mortes desses animais no Rio de Janeiro, que são vítimas principalmente do calor. E mesmo que o cão não morra, a qualidade de vida dele é baixa. Por exemplo, ele só pode sair para passear em locais específicos e em horários prédefinidos. E isso é péssimo."

O veterinário Aguinaldo trabalha junto com a professora Ana no projeto e explica os ganhos que os bichos têm a partir da cirurgia. "Vemos um ganho muito grande na qualidade de vida


Sushi antes (esquerda), e depois de operado (direita) Legenda

desses animais. Agora eles brincam e conseguem respirar. Com as alterações no trato respiratório [característicos da síndrome], o animal ronca muito, engasga, tem dificuldade de comer. Tudo isso melhora com a cirurgia."

O perigo também está no acúmulo de calor no corpo, que pode levar o cachorro à morte, ensina Aguinaldo. "Cachorros, na verdade, não suam, como os humanos. É pela respiração que eles dissipam o calor. A cirurgia diminui os riscos dessa intermação [aumento da temperatura corporal]", diz.

Os sintomas descritos pelo veterinário se encaixam no quadro de saúde de Sushi, outro Bulldog Francês e completa quatro anos em abril. A dona, Renata Freitas, também é veterinária, mas quando soube que o bichinho era o paciente ideal para a rinoplastia, disse preferia estar em qualquer outro curso.

"Sempre bate aquela apreensão com a cirurgia, né? Inscrevi o Sushi porque, se melhorasse a qualidade de vida dele, já seria ótimo. Percebi que ele  seria um bom candidato. Ele fez ecocardiograma, radiografia. A cirurgia é super simples. Ele só vem com um pontinhos no nariz, bem fininhos. Só não gostou de ficar com o colar elisabetano [aquele cone que os cachorros odeiam]", contou Renata.
Fila de espera

A fila para operar o seu pet é longa, mas os veterinários prometem avaliar caso a caso. Para entrar em contato, basta ligar para o número (21) 98025-6745. A agenda para as cirurgias já está cheia até março, mas os exames ainda estão sendo marcados. 

Comentários

busquepets Bom dia. Desculpe-me pela demora. Ligue para a fac de veterinária da UFF 21 97202-0782
seg, 14/06/2021 - 11:45
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