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Você leva seu cachorro à praia?

“ Por quê, entre os bilhões de espécies que existem no planeta, justamente o cachorro ganhou o nosso coração?.....A resposta é simples: porque ele nos entende”

Uma petição “on line” endereçada à Câmara Municipal de Cascais e a Autoridade Marítima Nacional solicita a criação da primeira praia para cães em Portugal. Ao mesmo tempo a Polícia Marítima daquele País não só coíbe como multa os proprietários que desobedecem a Lei que proíbe cachorro na praia.

No Brasil levar cães na praia também é proibido e, como lá, também  são providenciadas ações que visam reverter esse quadro. Uma Petição pública “on line” CACHORRO NA PRAIA,  SIM!  - dirigida  à Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Câmara dos Vereadores da Cidade do Rio de Janeiro, Governo do Estado do Rio de Janeiro foi lançada com o objetivo de forçar o diálogo com as autoridades municipais sobre a liberação de uma da praias da cidade, ou de faixa de areia delimitada em algumas da praias da cidade, para que se possam levar os cães.

A verdade é que a partir da década de 80 a sociedade brasileira, assim como já acontecia em outros países, iniciou uma profunda mudança nas suas relações com os animais de estimação. Do quintal das casas, alimentados com restos de comida e fubá os cães e gatos passaram a habitar o interior das residências, com estreito convívio familiar, alimentação balanceada..... e todo os mimos que têm direito.

De lá para cá a ligação emocional entre homens e cães só está  aumentando e, em muito casos, eles já são considerados como membros das famílias, fortalecendo a ideia que essa relação compartilhada entre homens e pets está instituída definitivamente. Isto pode levar não só a atos extremos, como a humanização dos animais, mas também ao simples desejo de compartilhar momentos agradáveis com o seu cão. Mas se seu destino for levar seu cachorro na praia saiba que lá cães e gatos não são permitidos por autoridade sanitárias.

Os argumentos contra a presença de cachorro nas prais vão desde a possibilidade de brigas entre animais e  ataques a frequentadores, passando pela saúde dos próprios animais  até a transmissão de doenças ao homem.

O contato com o ambiente praiano pode provocar diversos transtornos à saúde do seu cão. Além do perigo das zoonoses parasitárias e doenças infecciosas, transmitidas entre os animais, poderão ocorrer acidentes com restos de peixe e crustáceos, efeitos danosos da exposição excessiva ao sol e as altas temperaturas, conjuntivites e otites.

No caso da saúde humana os riscos estão relacionados às zoonoses (doenças transmitidas entre homens e animais), apesar de existirem mais de 60 tipos  de zoonozes entre cães e o homem as ocorrências mais comuns em praias estão relacionadas às zoonoses parasitárias, com graves infecções intestinais e contaminação  com ovos e larvas de Toxorara e Ancylostoma, helmintos que tem como hospedeiros o cão e o gato e que causam a larva migrans.

A larva migrans é uma enfermidade que envolve a migração de larvas desses parasitos em diversos órgãos do ser humano e são classificadas como larva migrans cutânea (quando as larvas penetram na pele e migram no tecido subcutâneo, formando trajetos visíveis na epiderme humana - bicho geográfico -), larva migrans visceral (quando as larvas são ingeridas e migram pelos órgãos internos do hospedeiro) e larva migrans ocular (quando as larvas invadem o olho do ser humano). 

Mas será que não é possível  levá –los a praia, sem quebrar as regra básica de convivência, sem contaminar o ambiente, sem importunar ou causar lesões em ninguém? Enquanto no Brasil a lei proíbe a presença de cães na praia nos EUA - e em alguns países europeus - essa discussão já foi superada e os proprietários de cães já possuem praias específicas destinadas ao seus animais. Entretanto, o modelo exige regras rígidas na guarda e higiene dos animais por parte dos proprietários, bem como um rigoroso programa de sanidade atestado por Médico Veterinários.

Por Busque Pets

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